terça-feira, 17 de maio de 2016

Um mundo tão cheio de tudo, e tão cheio de nada.

E, mais uma vez, aqui estamos. Mais uma semana. Uma semana que custa a passar, que parece tornar o tempo mais lento a cada dia que passa. Por aqui tudo permanece tranquilo. Ouvem-se as rodas a bater na estrada, talvez a velocidade refira a vontade de ir... Ou de voltar. Olho pela janela e vejo tudo. E, ao mesmo tempo, não vejo nada. Uma multidão que permanece imóvel. Casas, ruas, árvores que parecem ser apenas o cenário de um filme. Um filme que está a acabar e que acompanho na primeira fila, desde o primeiro minuto. Um misto de emoções entre querer ir e querer ficar. Entre falar e calar. Entre ter e não ter.
Prefiro ouvir. Sempre preferi. Falar cansa-me. Os olhares das pessoas cansam-me. A forma desconfiada com que atentam o que os outros dizem, cansa-me. Cansa-me que cada indivíduo se centre apenas em si mesmo, ouvindo com os ouvidos tapados o que os outros têm para dizer, mas com as palavras sempre prontas na ponta da língua para  opinar a qualquer oportunidade. Talvez seja a sociedade que me faz querer ficar e, às vezes, querer ir.

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